segunda-feira, 1 de junho de 2015

NO DIA MUNDIAL DA CRIANÇA, Poesia de Maria da Fonseca





No Dia Mundial da Criança



Criança, eis o teu Dia,
A todas vós dedicado,
Mas na verdade, queridas,
Tudo pra vós foi criado.


Assim Deus tudo vos dá
E anjos põe a vosso lado
Pra vos olhar e guardar
No mundo que vos foi dado.


Vossa fé que é também nossa
Seja a de todo o Universo
E também seu ambiente
Seja menos controverso.


Luz, saúde, alegria,
Paz, amor, muita ternura,
Tudo isso eu vos desejo
Num futuro de ventura.


Maria da Fonseca


quinta-feira, 28 de maio de 2015

AS ANDORINHAS, poesia de Ilona Bastos

Video by Greg Peterson



As Andorinhas



Atenta, à janela,
de rosto sereno,
observa, a senhora,
o voo dos bandos
cruzando velozes
a brisa da tarde.


São crias
que aprendem,
diz ela, sorrindo,
a ser andorinhas
e a saber voar.


Erguendo o olhar,
acompanho a dança
dos pais e dos filhos
as asas batendo
até ao seu ninho.


É grande, a família,
comento, animada.
E a senhora acena -
Cada ano é maior! -
seus olhos luzindo
num abraço feliz.



Ilona Bastos

terça-feira, 4 de junho de 2013

QUADRAS DE SANTO ANTÓNIO, quadras de Ilona Bastos



  QUADRAS DE SANTO ANTÓNIO


Sant'António, meu santinho,
Devoção que guardo e prezo,
Traz-me paz, amor, carinho,
Por um namorado eu rezo.

Pr'a casar eu já estou pronta,
E um belo enxoval juntei.
No meu coração desponta
O amor com que sonhei.

Inteligente, atrevido,
Belo e jovem, sorridente.
Se p'ra dançar o convido,
Me dá um beijo, contente.

Nestas noites da cidade
Vou brindar ao meu amor,
Às marchas, à amizade,
P'los pátios em festa e flor.


domingo, 19 de maio de 2013

AMIGO, poesia de Ilona Bastos


Imagem do Blogue "Jardim Secreto do Pai"  http://jaquebalbys.blogspot.pt/2011/07/minha-definicao-de-amigo.html

Amigo


Tens de conhecer o meu amigo.
O seu sorriso é como um raio de sol da manhã
que me aquece o coração e ilumina o espírito.

Diz olá com os olhos a brilhar, quando me vê.
E pergunta: Então como estás, meu amigo?

Se estou alegre, ri-se e o mundo à nossa volta torna-se azul.
Sinto-me pássaro, voando em bando, planando livre
pela praia e sobre o mar.

Se estou triste, fala com carinho.
O seu olhar inteligente afasta as nuvens negras.
Os problemas e a dor tornam-se vagos e distantes.
E damos connosco a caminhar sem medo
por uma planície verde e tranquila.

O meu amigo irradia luz e bondade
e o som das suas palavras enche-me de alegria.

Queria tanto ser, também, um amigo assim!


Ilona Bastos

 

"Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença, sem se sentir melhor e mais feliz."

 
Madre Teresa de Calcutá

 

 

 

quinta-feira, 28 de março de 2013

ALELUIA! ALELUIA!, poema de Maria da Fonseca

 
 
 Nesta Páscoa os meus Netos
Querem saber quem é Deus.
Rezar-Lhe o Pai-nosso breve,
De mãos erguidas aos céus.

E a Jesus, que sucedeu?
Ele nasceu no Natal.
Ao Menino pequenino
Quem é que fez tanto mal?

É preciso então dizer-lhes
Que Jesus co’os Pais viveu,
E chegado aos trinta anos
A pregar apareceu.

- Eu Sou a Verdade e a Vida!
Sua alma salvará,
Aquele que me seguir,
E jamais se perderá.

Suas Palavras Benditas
Nem a todos agradaram.
Por isso Ele foi entregue,
Por isso O crucificaram!

Passados foram três dias
Da Sua Morte na Cruz.
Santas Mulheres acorreram
Ao Sepulcro de Jesus.

Mas a Cristo, não O viram,
Seu Corpo não estava lá!
Cumpriu-se o que fora escrito,
O Senhor Reviverá!

Aleluia! Aleluia!
Ressuscitou o Senhor!
Toda a Terra está em Festa,
Jesus Cristo é o Salvador!

Em cada ano que passa,
Como o Natal celebramos,
Também a Ressurreição
Com muito amor veneramos.


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A GIRAFA AMIGA, história da Avómi


Girafa do site do Jardim Zoológico de Lisboa

                                          
Encontrámos a Josefa prostrada de cansaço no meio da selva.
Éramos um grupo grande e havíamos partido de casa na véspera, apetrechados com todas as coisas que nos iriam ser necessárias durante um mês, tempo que pensávamos permanecer na selva para um Safari.

Os jeeps iam cheinhos de alimentos, medicamentos, roupas, sabonetes, shampôs, pastas de dentes, sabão, detergentes, panelas, pratos, copos, talheres e até recipientes com água, para, no caso de não a haver por perto nalgum dos locais onde acampássemos, estarmos prevenidos.

O tempo estava quente, mas naquele dia não havia chovido, o que tornou o percurso até ali menos moroso. Percorremos, assim, vários quilómetros, sem quase nos darmos conta.

Como íamos dizendo, a Josefa, uma girafa nossa amiga com quem dialogamos sempre que fazemos um Safari naquela região, estava prostrada, sem forças, estendida no chão, rosto repleto de lágrimas e soluçava sem parar.

- Que se passa contigo, Josefa? - perguntou um dos nossos companheiros, o Duarte.

- Es...tou com so...lu...ços des...de ontem e sin...to...-me can..sa...da. Acho que vou morrer.

- Nem penses nisso! - dissemos todos - Vamos já buscar água, beberás uns golos e passar-te-ão os soluços num instante.

Acalma-te, que voltaremos rapidamente. O Rui ficará contigo, para que te sintas acompanhada - disse eu.

Fomos buscar água, mas quando regressávamos apanhámos um valente susto e metade da água desapareceu dos recipientes, porque começámos a correr, depois de termos ouvido o Rui gritar:

- Fujamos, que há leão!... Fujamos depressa, que ele corre na nossa direcção!

O Rui é muito brincalhão e amigo de fazer partidas. Como em tempos ouviu dizer, que quando alguém está com soluços, a melhor coisa para eles passarem é pregar um susto, não se fez esperar, tanto mais que, ao mesmo tempo que tentava uma solução para o problema da Josefa, pregar-nos-ia uma partida, o que lhe agradaria muito. E assim aconteceu.

A Josefa apanhou tamanho susto, que se levantou repentinamente e fugiu na direcção do Rui. Nós perdemos metade da água que tínhamos ido buscar ao rio.

Só nos apercebemos de que tinha sido mais uma partida do Rui, quando o vimos escondido atrás duma espinheira, rindo perdidamente, e a Josefa de pescoço no ar à procura dele, cheia de medo.

O Rui, depois de fazer a Josefa passar um mau bocado, porque não o via e não sabia para onde fugir, levantou-se e a rir às gargalhadas, perguntou-lhe:

-Passaram-te os soluços, Josefa?

- Ah, já não tenho soluços, mas quero esconder-me do leão. Onde é que o viste? Onde é que ele está? Estou tão assustada que até me passou o cansaço motivado pelo soluços.

- Ó Josefa, não há leão nenhum! - dissemos nós - Foi o maroto do Rui que gosta muito de fazer partidas e, para nos assustar, resolveu dizer que havia leão por perto.

- Não foi só para vos pregar uma partida! - disse o Rui - Foi também para que passassem os soluços à Josefa, o que, como podem ver, resultou. Não é verdade Josefa?

- É verdade! Passaram-me os soluços e não sei como tive força para me levantar e fugir a sete pés. E lembrar-me, que desde ontem me vinha a sentir tão mal por causa dos soluços! Depois deste susto, sem me dar conta, passaram completamente.


- Quem me disse que um susto pode fazer passar os soluços, não mentiu! - exclamou o Rui, muito satisfeito - Eu pensava que era brincadeira, mas é mesmo verdade.

- Vamos então continuar a nossa viagem - disse o Bruno - pois ainda temos muitos quilómetros para percorrer e vai-se fazendo tarde.

- Espero não voltar a ter soluços, senão quem me valerá?

- Se voltar a acontecer, corre para a beira do rio e bebe cinco golos de água, que é outra maneira de fazer passar os soluços.

- Quem me dera viver perto de vós, para poder estar descansada! Vocês arranjam sempre remédio para tudo!

- Não pode ser, mas qualquer dia passaremos outra vez por aqui, para uma conversinha contigo. Agora não podemos perder mais tempo.

Continuámos a nossa viagem e, embora com pena de nos ver partir, a Josefa ficou satisfeita a aguardar a nossa próxima passagem por ali.
       
 
                                                                                                                               Avómi

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

MUSEU DA IMAGEM E DO SOM - MARATONA INFANTIL

http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=1186